Há alturas da vida em que temos de parar e pensar. Se calhar o que dizemos da boca para fora em alturas de tensão, raiva ou apenas desilusão até podem fazer sentido. Por vezes a atitude mais correcta a ter não é de todo a mais fácil de ser tomada.
Pesei todos os prós e contras, pensei no que ia ganhar, no que vou perder sem sombra de dúvidas. Pensei até no que podia perder eventualmente sem ser a única responsável. Andei quase um mês de volta desta forte decisão mais difícil de tomar do que rumar para a capital deixando para trás tudo o que conhecia há anos de mais: a minha família, os meus amigos, a minha cidade.
Agora já não há volta a dar e numa primeira fase serve-me de consolo o optimismo e o entusiasmo de todos os que me rodeiam de norte a sul do país. E é bom ter coisas em que pensar. Demasiadas coisas até. Mas gosto (sempre gostei) de ter mil e uma coisas para pensar, mil e uma coisas para fazer, mil e uma coisas que me fazem andar louca de entusiasmo.
Mais um degrau que subi, mais uma porta que se abriu e eu entrei. Afinal as coisas boas podem acontecer todas ao mesmo tempo. É só saber distinguir o que é realmente bom para nós daquilo que não é bom mas que também não chega a ter a importância suficiente para nos atrapalhar a felicidade.
Quarta-feira, Julho 29, 2009
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